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Lucro das empresas de ônibus é de R$ 104 milhões por ano, diz URBS à CPI do Transporte

Curitiba, 02 de agosto de 2013 | 09h05

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O diretor de Transporte da Urbs, Rodrigo Binotto Grevetti, prestou depoimento nesta quinta-feira (1º) à CPI do Transporte Coletivo, na Câmara Municipal de Curitiba. Sob juramento, ele afirmou que a tarifa técnica custeia todo o serviço prestado e também prevê a rentabilidade das empresas, que pode chegar a R$ 104 milhões por ano.

Segundo Grevetti, o item “rentabilidade justa do serviço prestado” considera os investimentos das contratadas em veículos (R$, 6,629 milhões) e instalações (R$ 2,034 milhões), com impacto de 11,46% na tarifa. Anteriormente, o engenheiro Antonio José Vellozo, do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), disse à CPI que as empresas têm prejuízo na operação do sistema.

“O lucro equivale a R$ 0,34 de cada passagem e a mais de R$ 104 milhões por ano”, disse o presidente da comissão especial, Jorge Bernardi (PDT).

O relator da CPI, Bruno Pessuti (PSC), lembrou que algumas das informações prestadas por Grevetti quanto à bilhetagem eletrônica são contraditórias em relação às declarações do advogado do Setransp, Sacha Reck. “A CPI do Transporte Coletivo precisa investigar como esse sistema pode ser mais transparente e eficiente”, disse.

Interrupção

Após questionamento do vereador Rogério Campos (PSC), que solicitava a presença de mais pessoas em plenário para acompanhar os trabalhos da CPI, a sessão foi suspensa. Os membros da comissão de inquérito se reuniram para avaliar a situação e optaram por autorizar a entrada de somente 150 pessoas (capacidade máxima definida pelo Corpo de Bombeiros para o auditório do Anexo II).

Depois da deliberação, a sessão foi reaberta. Bernardi classificou a situação como um “fato isolado” e descartou a possibilidade de mudar o local das reuniões. “Nós vamos agir com rigor contra quem tentar impedir o funcionamento da CPI”, advertiu. Na opinião de Campos, todas as pessoas têm o direito de fiscalizar, em especial os trabalhadores do transporte coletivo. “Se aqui não há condições de receber o público, que estas reuniões aconteçam em outro local”, insistiu o parlamentar.

Linhas de investigação

Com o objetivo de tentar baixar a tarifa, a CPI do Transporte Público da Câmara Municipal de Curitiba está focada em quatro linhas de investigação. Uma delas é o suposto lucro excessivo das empresas, que, segundo Jorge Bernardi, pode passar de R$ 100 milhões. O segundo é o processo licitatório, com indícios de irregularidades. Há a desconfiança, entre os integrantes do colegiado, de que foram concedidos benefícios para empresas que já estavam no sistema.

Investiga-se também a composição tarifária. “Há suspeita de superfaturamento no processo de manutenção das catracas, conforme admitiu a Dataprom”, complementou o presidente da CPI. A quarta linha de investigação é sobre a suspeita de falta de recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) das empresas do sistema.

Fonte: Banda B

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